

Por milhares de anos a estrutura corporal do ser humano vem sofrendo uma evolução natural, estando intimamente ligada à evolução antropológica. Este processo evolutivo resultou da passagem da posição de quadrúpede para a de bípede, ocorrendo um processo progressivo de alteraçõ,es anátomo-fisiológicas. A cabeça teve que se equilibrar na porção superior da coluna, permitindo que os olhos ficassem voltados para frente e o tronco equilibrou-se sobre os membros inferiores, por meio da cintura pélvica, apoiando-se no espaço ocupado pela planta dos pés (14).
A quase totalidade dos problemas posturais tem sua origem na infância, principalmente aqueles relacionados com a coluna vertebral causados por traumatismos, fatores emocionais, sócio-culturais e de ordem hereditária (3).
Assim é que o complexo organismo humano se relaciona com o mundo movendo-se. Quando o corpo se movimenta, os sentidos captam informaçõ,es. As terminaçõ,es neurais enviam informaçõ,es para os córtices sensoriais da visão, da audição, do paladar, do olfato e das sensaçõ,es somáticas. Os sentidos possibilitam ler o mundo. Os movimentos do corpo "certos" ou "errados" são determinados socialmente, indicando o comportamento adequado. Na adolescência, o aluno do Ensino Médio encontra-se exposto a algumas circunstâncias como, problemas musculares, distúrbios respiratórios, depressão, ansiedade, frustração, estresse, etc, sua inclusão em programas escolares que valorizem o aprendizado de prática de exercícios para um bom condicionamento cardiovascular, para um bom equilíbrio emocional, flexibilidade, alongamentos, relaxamento e exercícios de compensação com objetivos profiláticos, torna-se imprescindível.
A fase da adolescência é demasiadamente conturbada pelas diversas alteraçõ,es que naturalmente ocorrem devido ao desequilibrado crescimento e desenvolvimento, possibilitando, então, o surgimento de problemas posturais bastante numerosos. Neste período, a postura normal, é sensivelmente afetada pelo chamado "pico de crescimento", fase onde as alteraçõ,es ocorrem com maior freqüência.
É nesse período de pico de crescimento que a coluna vertebral se desenvolve com maior rapidez, provocando, algumas vezes, um crescimento desigual das vértebras ou um desenvolvimento desequilibrado da musculatura dorsal. Tendo essas desigualdades e descompensaçõ,es se instalado no indivíduo, a chance de alteraçõ,es da curvatura do tipo escoliose fatalmente surgirá.
Segundo KENDALL et al. (1999), "a boa postura é um bom hábito que contribui para o bem-estar do indivíduo." O autor afirma ainda que "de outro modo, a má postura é um mau hábito e, infelizmente, é de incidência mais alta.." E prossegue:
"Se a falha postural fosse meramente um problema estético, as questõ,es sobre ela seriam limitadas a problemas sobre aparência. Mas os defeitos posturais que persistem podem dar origem a desconforto, dor ou incapacidade. A amplitude de efeitos desde o desconforto até o problema incapacitante relaciona-se com a gravidade e persistência dos defeitos"
A má postura dificulta os movimentos, já que os músculos sofrem tensão, e a circulação ocorre lentamente devido à compressão dos vasos sanguíneos pelas fibras musculares, comprimindo também as vértebras umas sobre as outras, acentuando-se as curvaturas dorsais e lombares ( 6).
A Educação Física (EF) tem sido quase sempre, como constatado em algumas escolas, direcionada para uma abordagem tática das modalidades esportivas, e conseqüentemente, dando a entender ao aluno, que a prática do desporto está baseada no comportamento estratégico priorizando aqueles alunos que dominam os fundamentos esportivos, ficando todo o processo então, com características elitistas ou recreativas na maior parte das aulas do ensino médio. Os alunos muitas vezes freqüentam as aulas de maneira descompromissada com o que está sendo ensinado, por não possuírem a performance requerida em tais circunstâncias.

O período da primeira Grande Guerra (1915 a 1918) foi decisivo para o desenvolvimento do jogo, quando o Prof. de ginástica Berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do “Torball” e quando os homens começaram a pratica-lo o campo foi aumentando para as medidas do futebol. Em 1919, o Prof. Alemão Karl Schelenz reformulou o “Torball”, alterando seu nome para “Handball” com as regras publicadas pelaFederação Alemã de Ginástica, para o jogo com 11 jogadores. Schelenz levou o jogo como competitivo para a Áustria, Suíça além da Alemanha. Em 1920 o Diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tomou o jogo como desporto oficial. Cinco anos mais tarde, Alemanha e Áustria fizeram o 1º jogo internacional, com vitória dos austríacos por 6 a 3. Na reunião de agosto de 1927 do Comitê de Handebol da IAAF adotaram as regras alemãs como as oficiais, motivando a que na 25ª sessão do Comitê Olímpico Internacional, realizado no mesmo ano, fosse pedida a inclusão do handebol no programa olímpico. Como crescia o número de países praticantes, o caminho foi a independência da IAAF, o que aconteceu no dia 4 de agosto de 1928, no Congresso de Amsterdã, quando 11 países escolheram o americano Avery Brudage como membro da Presidência da FIHA. O COI então decidiu em 1934 que o handebol seria incluído nas olimpíadas de Berlim de 1936, o que realmente aconteceu com a participação de 6 dos 26 países então filiados, com a Alemanha vencendo a Áustria no jogo final por 10 a 6, perante 100.000 pessoas no Olympia Stadium de Berlim. Dois anos mais tarde, também na Alemanha, foi disputado o primeiro campeonato mundial, tanto no campo (8 participantes) como no salão (apenas 4 concorrentes). Tão logo terminou a Guerra Mundial, os dirigentes de handebol reuniram-se em Copenhague e fundaram a atual Federação Internacional com sede na Suécia sob a presidência do sueco Costa Bjork. Em 1950 a sede da IHF mudou-se para a Basiléia, na Suíça. Mesmo sem a participação dos alemães, criadores do jogo, os campeonatos mundiais foram reiniciados no campo em 1948 (para homens) em 1949 (para mulheres). No salão, já com os alemães, os certames foram reiniciados em 1954. Por razão climática, falta de espaço pela preferência do futebol e pelo reconhecimento de que era mais veloz, o handebol de salão passou a ter a preferência do público e a modalidade se impôs, a ponto de ser suspensa a realização de campeonatos mundiais de campo, desde 1966. Hoje, o handebol leva multidões aos ginásios, principalmente na Europa, onde os grandes astros são bem pagos e reconhecidos. O handebol vem realizando a cada quatro anos seus campeonatos mundiais e olímpicos, estes desde 1972 no masculino e desde 1976 no feminino. União Soviética, Iugoslávia, Alemanha Oriental e Ocidental, Suécia, Dinamarca, Hungria, Romênia e Espanha são destaques na Europa. Nos outros continentes a Coréia, Japão (Ásia). Argélia e Tunísia (África) e Cuba, Estados Unidos, Brasil (América) têm obtidos melhores resultados em ambos os sexos. 